Dois pinguins-de-magalhães foram encontrados mortos em Itapema pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), da Univali. Chocou os técnicos a violência contra os animais: eles tavam presos por uma corda amarrada aos pés e ligada a uma pedra envolvida numa rede.
“Essa atitude cruel, possivelmente teve a intenção de afundar e ocultar as carcaças”, informou a Univali. A ocorrência foi no dia 6 de junho, mas divulgada na sexta-feira passada pelo projeto da Univali. Os animais foram achados durante as atividades de monitoramento de praias realizadas equipe.
Os dois pinguins eram juvenis e apresentavam marcas de contato com rede de pesca. Devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível determinar as condições de saúde dos animais antes da morte. Com isso, não deu para confirmar se os pinguins ainda estavam vivos quando foram amarrados à pedra.
As carcaças foram levadas à Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, em Penha, para avaliação. “Desta vez, a crueldade humana teve como vítimas os nossos queridos pinguins-de-magalhães, visitantes do litoral catarinense durante esta época do ano”, lamentou o PMP-BS.
A Lei de Crimes Ambientais proíbe a captura, morte, coleta de ovos e qualquer forma de perturbação da fauna silvestre. A legislação prevê multa e detenção para os infratores. A Univali reforçou a importância de denúncias pra Polícia Militar Ambiental.
Temporada de migração
Santa Catarina está em plena temporada da migração dos pinguins-de-magalhães. A migração é um verdadeiro desafio de sobrevivência. A maioria dos pinguins que encalha nas praias é juvenil e está na primeira viagem. Devido à longa migração, muitos ficam exaustos, desidratados e debilitados, podendo morrer por causas naturais ou por contato com redes de pesca.




