Santa Catarina

Covid-19: Estados da Região Sul somam mais mortes em 2021 do que em todo ano passado

Os três estados da Região Sul do Brasil somam mais mortes por Covid-19 nos três primeiros meses de 2021 do que o registrado em todo o período de pandemia no ano passado.

Segundo o consórcio de veículos de imprensa, 24.551 pessoas morreram em decorrência da doença de 1º de janeiro até está quarta-feira (31) no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Em 2020, foram 22.037 óbitos do início da pandemia até dezembro. No total, o número de vítimas fatais nos três estados chegou a 46.588.

Com hospitais lotados e sem conseguir ampliar leitos na mesma velocidade em que chegam os pacientes graves da doença, os três estados têm pelo menos 740 pessoas à espera de leitos em unidades de Terapia Intensiva (UTI). (leia detalhes mais abaixo)

Segundo Ana Curi Hallal, médica epidemiologista e professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o crescimento acelerado das mortes pode ser atrelado a duas causas principais: circulação das novas variantes mais contagiosas decretos com medidas sanitárias inadequadas para combate à Covid-19.

“A circulação de variantes do coronavírus pode ser responsável por esse aumento de casos de óbitos. Mudou o perfil da doença, mas também os decretos e outras medidas de saúde pública não estão adequadas ao momento epidemiológico que nós estamos vivendo. Ou seja, nós passamos pelo verão, carnaval, as festas de final de ano, sem as medidas legislativas adequadas para fazer frente a esse momento da pandemia”, disse.

Estados vivem colapso na saúde

UTI do Hospital de Clínicas em Porto Alegre na terça-feira, 2 de março de 2021 — Foto: Silvio Avila

UTI do Hospital de Clínicas em Porto Alegre na terça-feira, 2 de março de 2021 — Foto: Silvio Avila

Nesta quarta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) classificou 17 unidades da federação em “zonas de alerta crítico“. No comunicado, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram citados: os três estados estão com mais de 90% da capacidade das unidades de terapia intensiva há semanas.

No Rio Grande do Sul, em 30 dias, foram registradas mais de 7 mil mortes por Covid-19 e há superlotação pelo 30º dia seguido nos hospitais. Segundo o governo gaúcho, até a manhã desta quarta-feira, 3.417 pacientes ocupavam 3.340 leitos de UTI adulto. Isto equivale a 102,3% da capacidade.

Em Porto Alegre, por volta das 11h desta quarta, 163 pacientes aguardavam leito em uma unidade de terapia intensiva.

No Paraná, no início do mês 42 Unidades Básicas de Saúde (UBS) foram fechadas e transformadas em pronto-atendimento, enquanto as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) passaram a atender como unidades de internação para Covid-19.

Na última divulgação enviada pelo governo estadual, na tarde de terça (30), a taxa de ocupação na rede pública de saúde de leitos para pacientes adultos com a doença era de 95%. Segundo a Central de Acesso à Regulação do estado, 491 pessoas estão à espera por um leito de UTI.

Nos hospitais de Santa Catarina302 pacientes aguardam por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid, segundo dados do governo estadual divulgados na noite de terça. A taxa de ocupação de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) para adulto com Covid é de 99,59%.

Por causa da lotação dos leitos, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu um documento que determina o uso do Protocolo de Alocação de Recursos em Esgotamento pelos hospitais de Santa Catarina. Na prática, a regra define qual paciente terá prioridade por uma vaga em UTI.

Especialista sugere adoção de ações conjuntas

Para a professora e médica Ana Curi Hallal, para diminuir os casos de contágio é preciso restringir a circulação de pessoas e adotar medidas sanitárias conjuntas entre municípios e os estados vizinhos. Segundo a especialista em saúde pública, as ações coordenadas entre governadores, secretários e prefeitos são mais efetivas:

“Além de ter uma articulação regional com medidas conjuntas, eles [gestores] eles também possam ficar atentos e desenvolver o que a gente chama de vigilância genômica, ou seja, que a gente possa, aqui no Sul do país, ter claro quais são as variantes estão circulando e por quais locais”, afirma.

Fonte: G1 SC

Equipe de Notícias

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