Autor: Camila Boehm - Reporter da Agencia Brasil

Escritora homenageada da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) neste ano, Orides Fontela já era uma grande poeta quando ainda escrevia os primeiros versos na adolescência, em São João da Boa Vista, no interior paulista. Os poemas daquela época também revelavam o que se tornaria uma marca em sua obra: concisão e rigor na linguagem que davam conta de reflexões profundas. O poema Elegia, publicado no jornal local O Município, no ano de 1965, chamou a atenção de Davi Arrigucci Jr., conterrâneo de Orides que, na época, estudava letras. Atualmente, ele é crítico literário e professor aposentado de teoria literária…

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A poeta Orides Fontela (1940-1998) transformou o ofício da escrita em uma forma de existência. Ela dedicou-se a pensar o poema, perseguir a palavra exata, escrever e reescrever, como se lapidasse os versos. Considerada por críticos e estudiosos uma das grandes poetas brasileiras do século 20, construiu uma obra marcada pela precisão da linguagem e pela densidade filosófica. O resultado é uma obra poética marcada por originalidade, em que poucos versos dão conta de reflexões profundas. No entanto, durante boa parte da vida e mesmo depois da morte de Orides, a poesia dela permaneceu por décadas restrita a círculos acadêmicos, à…

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A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em sua 24ª edição, terá um novo espaço dedicado integralmente à cultura caiçara com a estreia da Casa Paraty. O espaço receberá mestres populares, coletivos de jovens, artistas quilombolas, grupos infantis e tradições orais locais, durante o festival literário que ocorre de 22 a 26 de julho. A partir das vivências do território e dos saberes tradicionais, o espaço pretende articular a memória e a produção criativa das novas gerações. A proposta contempla ainda a valorização da produção cultural da população de Paraty, por meio da música popular, da ciranda caiçara, do hip…

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