Close Menu
Hora da Noticia LitoralHora da Noticia Litoral
    A mais vistas

    OAB-RJ tem mais de 3 mil denúncias sobre golpe do falso advogado

    4 de novembro de 2026

    Especialistas: PEC da Segurança é positiva, mas exige regulamentação

    4 de novembro de 2026

    Brasil é dominado pela Nigéria e cai na Copa do Mundo Feminina Sub-17

    4 de novembro de 2026
    o Facebook Instagram Whatsapp
    Ultimas Noticias:
    • OAB-RJ tem mais de 3 mil denúncias sobre golpe do falso advogado
    • Especialistas: PEC da Segurança é positiva, mas exige regulamentação
    • Brasil é dominado pela Nigéria e cai na Copa do Mundo Feminina Sub-17
    • Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas: trio disputa Craque da Torcida
    • Eleições nos EUA têm vitórias históricas de minorias sub-representadas
    • Progressistas e minorias renovam democratas em vitória sobre Trump
    • Saneamento que transforma: expansão das redes de água e esgoto melhora a qualidade de vida da população
    • Orlando Luz e Rafael Matos arrematam vaga histórica no ATP Finals
    o Facebook Instagram Whatsapp
    Hora da Noticia LitoralHora da Noticia Litoral
    • Home
    • Brasil
    • Mundo
    • Esportes
    • Policia
    • Cidades
    • Politica
    • Economia
    • Saude
    • + Ver Mais
      • Educação
      • Musica
      • Tecnologia
    Hora da Noticia LitoralHora da Noticia Litoral
    Home»Brasil»Pais veem palmada como disciplina e não como violência, alerta Unicef
    Brasil

    Pais veem palmada como disciplina e não como violência, alerta Unicef

    Luiz Claudio Ferreira - Reporter da Agencia BrasilFonte: Luiz Claudio Ferreira - Reporter da Agencia Brasil24 de setembro de 2026Nenhum comentário
    o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Whatsapp Reddit Tumblr E-mail
    pais-veem-palmada-como-disciplina-e-nao-como-violencia,-alerta-unicef
    Pais veem palmada como disciplina e não como violência, alerta Unicef
    Compartilhe:
    o Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Enquanto espera o ônibus em uma avenida no centro de Brasília, Andrea*, de 32 anos, segura firme a mão do filho, de 6, que está com os olhos vermelhos de chorar. “Ele queria ter ficado mais tempo com os amiguinhos para brincar e eu não deixei. Ainda vamos para Samambaia (a 30 minutos de distância, na periferia do Distrito Federal)”. Mãe solo, ela diz que conta “até mil” para ter paciência diante das birras. “Já conversei. Não vou bater nunca. Ele tem que me respeitar”.

    Andrea*, que trabalha como autônoma, recorda que, na infância, chegou a levar tapas, desde criança até a adolescência em casa (principalmente do pai). “Eu não vou fazer igual”, garante.  

    Mas não são todos os responsáveis que veem a palmada como violência, alguns consideram uma ação de educação. Esse é um dos resultados de um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado na manhã desta quinta-feira (24). Pesquisadores ouviram respostas como de um pai no Rio de Janeiro: “Existe uma forma de bater educando, que foi a que eu fui criado. E existe o espancamento mesmo.” 

    Olhar distorcido

    O diagnóstico teve como propósito identificar o que leva pais, mães e cuidadores a baterem em seus filhos com enfoque maior na primeira infância, faixa etária até os 6 anos de idade. A alegação dos pais é que a palmada serve para “disciplinar” as crianças. 

    “As famílias sequer consideram o tapa ou a chinelada como violência. Pelo contrário, elas distinguem a palmada do espancamento que elas acham, de fato, errado”, afirma a pesquisadora Luiza Teixeira, especialista de Proteção à Criança do Unicef no Brasil.

    Ela considera que o Brasil tem regramento e iniciativas adequadas para receber denúncias de violências contra crianças e adolescentes. Para a pesquisadora, é necessário trabalhar de forma preventiva com as famílias e reunir alternativas para capacitar os profissionais que lidam com crianças. 

    “Legislação é avançada”

    A lei Menino Bernardo (conhecida como Lei da Palmada), por exemplo, tem 12 anos de existência. “O que o estudo mostra é que essa lei é pouco conhecida pelas famílias e é interpretada a partir de normas sociais que ainda legitimam a violência como forma de educar”. A legislação integra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que existe desde 1990. Para a pesquisadora, é necessário comunicar de forma mais eficiente com os pais. 

    O levantamento dos pesquisadores do Unicef ouviu 214 pessoas em regiões de vulnerabilidade, de violência, incluindo pais, cuidadores e lideranças comunitárias. Foram 123 no Rio de Janeiro (na Grande Pavuna e Grande Jacarepaguá), 37 no Recife (no bairro do Ibura) e 54 em Manaus (na Colônia Antônio Aleixo e na comunidade Parque das Tribos).

    “Quando se trata de violência contra crianças e adolescentes, acontece em todas as esferas e em todas as classes sociais. A violência ainda é naturalizada. As crianças não são vistas como pessoas, mas como objeto e propriedade dos pais”, diz a pesquisadora.

    Nessas comunidades, segundo ela, uma situação que os pesquisadores identificaram é que muitas famílias usam a violência, equivocadamente, para “colocar a criança na linha”.

    Silenciamento

    Uma das conclusões da pesquisa é que faltaria repertório aos pais para disciplinar sem violência, há ações tomadas na emoção em meio às birras, e isso é seguido de arrependimento. De acordo com o Unicef, a criação no Brasil ainda é vista como assunto privado, e isso costuma silenciar a comunidade.   

    A instituição identificou falta de capacitação dos profissionais da rede de proteção sobre como orientar as famílias a educar sem violência e também dificuldade para que os serviços públicos cheguem às famílias.

    “Se quisermos reduzir a violência contra crianças e adolescentes, precisamos enfrentar as normas sociais enraizadas que ainda veem a prática como natural e necessária, além de garantir serviços públicos que apoiem as famílias e possam prevenir a violência antes que ela aconteça”, afirma Luiza Teixeira.

    Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado mais de 60 mil casos de maus-tratos ou de lesão corporal em contexto de violência doméstica contra crianças e adolescentes foram registrados no Brasil (106% a mais do que em 2024).

    O que fazer

    Entre as recomendações do estudo, a entidade pede aos governantes que fortaleçam a prevenção da violência, com apoio a profissionais da rede de proteção, para que saiam da mera reação aos casos para a prevenção. Além disso, destaca a necessidade de campanhas que ensinem a estabelecer limites sem violência. “É preciso ainda garantir que essas campanhas dialoguem com as realidades dos territórios mais vulneráveis”.

    Para a psicóloga infantil Mara Gomes, que atua em Brasília, na primeira infância a criança está passando por um período intenso de desenvolvimento cognitivo, emocional, social e neuropsicológico. “O cérebro ainda está amadurecendo, principalmente os sistemas envolvidos em inibição de impulsos, planejamento, flexibilidade cognitiva e autorregulação emocional”, destaca.

    Isso significa que a criança sente emoções muito intensas, mas ainda não tem recursos suficientes para  administrar  sozinha as situações. Ela identifica que, quando os pais batem na criança, ela vai apresentar sinais de submissão ou até de agressividade. “Eu sempre digo aos pais de meninas: ‘você admitiria que a sua filha, na vida adulta, tenha um namorado que a agrida?’ Eu explico que ela pode achar natural a relação de amor e violência”, exemplifica.  

    A psicóloga indica que é necessário trabalhar essa autorregulação emocional com as crianças porque elas não têm ainda maturidade para isso. “É importante acolher e colocar limites. Ter uma conversa honesta com a criança desde pequenininha é sempre importante”, lembra.

    Mais do que uma birra

    No campo educacional, a pedagoga Marília Paiva, que atua em São Paulo na área da neurociência aplicada à educação, explica que procura orientar os professores a olharem as situações de conflito de forma sensível. “Onde o adulto enxerga uma birra, essa criança está assumindo esse comportamento, mas ela também está tentando se comunicar. E a criança precisa do adulto para ajudá-la a se regular”. 

    A especialista, que trabalha na Rede Fadelito de educação infantil, diz que a criança ainda está desenvolvendo controle inibitório, tolerância à frustração e flexibilidade cognitiva. Nas situações de birra e de desregulação infantil, o adulto precisa seguir quatro passos, segundo a pedagoga.  O primeiro passo é se regular e assumir a postura de estar com as suas emoções também sob controle. A segunda fase seria acolher e validar o sentimento dessa criança. 

    Na sua opinião, o terceiro passo é o de limitar. Reconhecer o sentimento, mas indicar que ela não pode fazer tudo. Por fim, quando a criança está mais disponível para ouvir, é necessário ensinar, afirma a educadora. Isso porque muitas vezes há uma falha do adulto que quer conduzir o comportamento da criança no momento em que ela não está disponível para ouvir. “A palmada não educa a criança e constrange, além de gerar medo”.

    Compartilhe: o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Telegrama E-mail
    Luiz Claudio Ferreira - Reporter da Agencia Brasil

    Noticias Relacionadas

    Orlando Luz e Rafael Matos arrematam vaga histórica no ATP Finals

    4 de novembro de 2026

    Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75% ao ano

    4 de novembro de 2026

    Sete brasileiros são eleitos para assembleias estaduais nos EUA 

    4 de novembro de 2026

    Comentários estão fechados.

    Anunciantes
     
     
     
    As Mais Recentes

    OAB-RJ tem mais de 3 mil denúncias sobre golpe do falso advogado

    4 de novembro de 2026

    Especialistas: PEC da Segurança é positiva, mas exige regulamentação

    4 de novembro de 2026

    Brasil é dominado pela Nigéria e cai na Copa do Mundo Feminina Sub-17

    4 de novembro de 2026

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas: trio disputa Craque da Torcida

    4 de novembro de 2026
    Noticias Mais Lidas
    Cidades
    4 de novembro de 2026

    OAB-RJ tem mais de 3 mil denúncias sobre golpe do falso advogado

    Fonte: Nicoco Chan e Liz Lee - Reporteres da Reuters4 de novembro de 2026

    A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio (OAB-RJ), encaminhou à Secretaria de Segurança Pública…

    Especialistas: PEC da Segurança é positiva, mas exige regulamentação

    4 de novembro de 2026

    Brasil é dominado pela Nigéria e cai na Copa do Mundo Feminina Sub-17

    4 de novembro de 2026

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas: trio disputa Craque da Torcida

    4 de novembro de 2026
    Nossas Redes Sociais
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    • WhatsApp
    • Telegram
    Anunciantes
     
     
     
    • Anuncie em nosso portal
    • WhatsApp : (47) 99891.9968
    • Celular : (47) 99891.9968

    Quem Somos

    Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

    Em caso de duvidas fale conosco.

    Email :contato@horadanoticialitoral.com.br
    WhatsApp: (47) 99891.9968

    As Mais Vistas

    Governo do RJ deverá adquirir câmeras para policiais em março de 2027 

    20 de outubro de 2026

    Saiba as novas regras da Anac para passageiros indisciplinados

    14 de setembro de 2026

    Pé-de-Meia: nascidos em setembro e outubro recebem parcela de R$ 200

    28 de agosto de 2026

    Mais Populares

    Dupla de Luisa Stefani vence estreia e avança à 2ª rodada do US Open

    3 de setembro de 2026

    Exportações batem recorde e déficit das contas externas cai em junho

    28 de julho de 2026

    TV Brasil transmite domingo decisão entre Itabirito e Minas Brasília

    5 de setembro de 2026
    Youtube Whatsapp Facebook Envelope Instagram

    Portal News Word © 2022 Todos direitos reservados

    • Quem Somos
    • Contato
    • Quem Somos
    • Contato
    Quem Somos
    Quem Somos

    Your source for the lifestyle news. This demo is crafted specifically to exhibit the use of the theme as a lifestyle site. Visit our main page for more demos.

    We're accepting new partnerships right now.

    Email Us: info@example.com
    Contact: +1-320-0123-451

    As Mais Lidas

    OAB-RJ tem mais de 3 mil denúncias sobre golpe do falso advogado

    4 de novembro de 2026

    Especialistas: PEC da Segurança é positiva, mas exige regulamentação

    4 de novembro de 2026

    Brasil é dominado pela Nigéria e cai na Copa do Mundo Feminina Sub-17

    4 de novembro de 2026
    Mais populares

    OAB-RJ tem mais de 3 mil denúncias sobre golpe do falso advogado

    4 de novembro de 2026

    Especialistas: PEC da Segurança é positiva, mas exige regulamentação

    4 de novembro de 2026

    Brasil é dominado pela Nigéria e cai na Copa do Mundo Feminina Sub-17

    4 de novembro de 2026
    o Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    Portal News Trend -COD-8083 © 2026 Todos direitos reservados

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.