Santa Catarina

Crachá em pescoço de criança com autismo deixa mãe indignada em SC: “não pode bater”

MPSC vai apurar o caso.

Uma criança com autismo chegou em casa com um crachá no pescoço, com a imagem dela, e as mensagens “não pode bater” e “não pode empurrar o colega”. A mãe do menino, estudante da rede municipal de ensino de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, ficou indignada com a atitude, chegando a se manifestar em redes sociais. A mulher procurou uma vereadora do município e também registrou o caso junto ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A instituição informou que recebeu denúncia e está dando os encaminhamentos devidos.

O caso veio a público na última quinta-feira (25).

Imagem da transmissão da câmara de vereadores de Jaraguá do Sul | Foto: Reprodução / Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul

A Secretaria Municipal de Educação de Jaraguá do Sul se pronunciou em nota, assumindo o erro pedagógico e informando que pediu desculpas à família. A pasta enfatizou a necessidade de comunicação com as famílias e explicou o fato: “a Rede Municipal de Ensino desculpou-se com a família e explicou longamente a intenção positiva e utilizou-se do episódio para reafirmar a necessidade de que professores compartilhem continuamente as estratégias pedagógicas com a coordenação de ensino, a fim de evitarem-se equívocos como esse, no entanto, a Rede Municipal vem a público, mais uma vez, desculpar-se, mas também lembrar que professores são profissionais, mas antes de tudo, são humanos e, portanto, falíveis”.

Conforme a nota, o crachá seria um trabalho de pistas visuais com cartões com mensagens que teriam o objetivo de reforçar atitudes positivas. “Salienta-se que o uso das pistas visuais tem comprovação científica e abordagens amplamente reconhecidas para o ensino de comportamentos, tais como o modelo TEACCH (Tratmentand of Autisticand Related Communication Handicapped Children) e a ciência da Análise do Comportamento” diz a nota que também assume que o cartão foi utilizado de forma equivocada pela educadora, ao ser colocado no pescoço. Normalmente, a criança com autismo visualiza os cartões com as mensagens em uma mesa.

A mãe relatou que somente seu filho havia recebido o crachá. A vereadora Nina Santin Camello levou o relato para a tribuna e mostrou as imagens do crachá, segundo ela, a atitude seria uma “humilhação”.

Com informações SCC10

Equipe de Notícias

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