Close Menu
Hora da Noticia LitoralHora da Noticia Litoral
    A mais vistas

    Agosto Lilás: BC Digital ganha módulo com serviços de combate à violência contra a mulher

    15 de agosto de 2026

    Semana da Fotografia começa neste domingo em Balneário Camboriú com desafio na Praça da Bíblia

    15 de agosto de 2026

    Compositor de Itapema leva cultura popular catarinense ao Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

    15 de agosto de 2026
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Ultimas Noticias:
    • Agosto Lilás: BC Digital ganha módulo com serviços de combate à violência contra a mulher
    • Semana da Fotografia começa neste domingo em Balneário Camboriú com desafio na Praça da Bíblia
    • Compositor de Itapema leva cultura popular catarinense ao Festival Nacional da Canção em Minas Gerais
    • GAECO cumpre prisão preventiva de enfermeiro em desdobramento da Operação Cura
    • Itapema abre inscrições para 90 unidades do Minha Casa, Minha Vida
    • Com 25 anos, grupo musical de pacientes psiquiátricos lança novo álbum
    • Com envelhecimento da população, eleitorado jovem recua 22% em 16 anos
    • Prazo para registro de candidaturas às eleições termina neste sábado
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Hora da Noticia LitoralHora da Noticia Litoral
    • Home
    • Brasil
    • Mundo
    • Esportes
    • Policia
    • Cidades
    • Politica
    • Economia
    • Saude
    • + Ver Mais
      • Educação
      • Musica
      • Tecnologia
    Hora da Noticia LitoralHora da Noticia Litoral
    Home»Brasil»Desertificação no Brasil ameaça segurança hídrica e alimentar
    Brasil

    Desertificação no Brasil ameaça segurança hídrica e alimentar

    Rafael Cardoso - Reporter da Agencia BrasilFonte: Rafael Cardoso - Reporter da Agencia Brasil15 de agosto de 2026Nenhum comentário
    o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Whatsapp Reddit Tumblr E-mail
    desertificacao-no-brasil-ameaca-seguranca-hidrica-e-alimentar
    Desertificação no Brasil ameaça segurança hídrica e alimentar
    Compartilhe:
    o Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Cerca de 39 milhões de brasileiros vivem em locais ameaçados pela desertificação. Entre eles, estão sertanejos, agricultores, povos indígenas, quilombolas, geraizeiros, pantaneiros e pampeiros.

    O termo pode causar estranhamento, já que o país não possui desertos como o Atacama, no Chile, e o Saara, no norte da África. Lugares onde o clima seco e a escassez de água são extremos.

    Desertificação, porém, é um termo mais amplo, que indica o processo de degradação ambiental em que uma terra antes produtiva perde sua capacidade de reter água e sustentar vida. Isso ocorre principalmente por atividades humanas, como desmatamento e agricultura inadequada, e também por variações climáticas. Quanto mais avançado o processo, maior o risco de uma região virar um deserto.

    Cerca de 18% do território brasileiro é composto por Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD), segundo o boletim mais recente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

    Obstáculos e soluções para o problema estão na pauta de representantes da sociedade civil e de órgãos governamentais do Brasil que participarão da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), na Mongólia, entre os dias 17 e 28 de agosto.

    A coordenadora executiva da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Ivi Aliana, destaca que o problema atinge principalmente populações vulneráveis e comunidades tradicionais.

    “Elas são as primeiras a sentir os efeitos, porque lidam diretamente com os impactos na água e na biodiversidade no território”, diz Ivi.

    Ela reforça, porém, que a degradação da terra não é um problema exclusivo de quem vive nela.

    “Parece um problema distante para alguns, mas a desertificação afeta a produção de alimentos, a segurança hídrica, a economia, influencia no aumento do calor. E tudo isso vai além das áreas degradadas. Tem impactos  tanto no campo quanto nas cidades brasileiras”, explica.

    O agricultor familiar Orlando Alves da Silva observa uma das nascentes do Rio das Balsas seca, em Limpeza, nos Gerais de Balsas, no Maranhão. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Dados nacionais

    Entre os anos de 2000 e 2020, a área afetada pela desertificação no Brasil passou de 1,35 milhão para 1,51 milhão de quilômetros quadrados, um aumento de 170 mil km², que equivale à soma dos territórios de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

    O fenômeno atinge principalmente os nove estados do Nordeste, mas chega também ao norte de Minas Gerais e ao do Espírito Santo, ao nordeste do Rio de Janeiro e ao noroeste do Mato Grosso do Sul.

    Nestas áreas, há três tipos de clima: subúmido seco, semiárido e árido. Eles são classificados de acordo com a quantidade de chuva e a evaporação da água, por meio do índice de aridez.

    O subúmido seco tem índice de aridez entre 0,50 até 0,65; o semiárido, entre 0,2 e 0,5; e o árido, entre 0,05 e 0,2. Quando o número fica abaixo de 0,05 tem-se o clima dos desertos, o hiperárido, que ainda não existe no Brasil.

    A primeira região árida do país foi identificada recentemente, em 2023, e abrange 6 mil km² entre Pernambuco e Bahia. A análise foi publicada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Mapa comparativo da evolução da desertificação no Brasil. Crédito: Rodrigo Cunha / Revista Fapesp

    Caatinga

    Dos seis biomas brasileiros, a Caatinga é a que concentra os níveis mais graves de deterioração do solo: 11% dela está em situação crítica e severa, o que equivale a 100 mil km2. Cerca de 42,6% de sua vegetação nativa já foi suprimida.

    Proteger a Caatinga é fundamental para a biodiversidade, as pessoas que vivem nela e o clima, explica o pesquisador do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) Aldrin Martin Pérez-Marín, que também coordena o Observatório da Caatinga e da Desertificação (OCA).

    O bioma é monitorado continuamente pelo órgão, em parceria com mais de 30 universidades e instituições nordestinas. Um levantamento conjunto mostrou que a Caatinga aproveita o carbono com uma eficiência de 58%, maior que a de todos os outros biomas brasileiros. Essa contribuição é fundamental na luta contra o aquecimento global, já que o excesso de carbono na atmosfera retém calor e intensifica o efeito estufa.

    “O mais surpreendente está debaixo da terra: 72% de todo esse carbono fica armazenado no solo, cerca de 125 toneladas por hectare, o que faz dela não só um sumidouro ativo, mas um enorme cofre natural de longo prazo. É essa resiliência que explica o seu protagonismo: ela sabe guardar vida e equilibrar o clima mesmo nos cenários mais áridos”, diz Aldrin.

    Cactos típicos da Caatinga, bioma no Semiárido Nordestino. Crédito: ASA / Divulgação

    Um estudo publicado na revista Science of the Total Environment, em 2025, confirmou esse protagonismo. Só em 2022, a Caatinga foi responsável por cerca de 50% de todo o sequestro líquido de carbono do Brasil, compensando parte significativa das emissões nacionais de gases de efeito estufa.

    O pesquisador do Insa alerta que o Brasil precisa brigar para que a Caatinga seja citada explicitamente no texto científico que será negociado durante a COP17. Caso isso não ocorra, o semiárido tropical ficaria fora do radar científico oficial da Convenção até 2030.

    “A Caatinga não é o problema. Ela é parte da solução, para o Brasil e para o planeta. Diante da crise climática, a escolha é por territórios vivos: gente de pé, Caatinga em pé e futuro em pé”, diz Aldrin.

    Políticas públicas

    O Brasil se tornou signatário da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) em 1997, o que significou assumir acordos para prevenir e reverter os efeitos da degradação da terra.

    Em março de 2026, foi lançado oficialmente o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil 2025–2043). O plano prevê o enfrentamento da desertificação como política pública que articula meio ambiente, educação, saúde, assistência social, infraestrutura, acesso à água, inclusão produtiva e inovação tecnológica.

    Outra iniciativa, lançada em junho deste ano, foi o Programa Recaatingar. O biólogo Alexandre Pires, diretor do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (DCDE), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, explica que a meta é a recuperação produtiva de 10 milhões de hectares de terras degradadas do bioma nos próximos 20 anos.

    Desertificação no Brasil ameaça água, alimento, clima e biodiversidade – ASA / Divulgação

    O foco é promover segurança hídrica, restauração socioprodutiva e adaptação às mudanças climáticas, com base no conhecimento tradicional das comunidades locais.

    “O recaatingamento é uma metodologia que envolve desde a questão física do solo e da agronomia até o trabalho com as comunidades tradicionais, o modo de vida e a forma como elas manejam essa biodiversidade. A gente se inspirou nessas tecnologias sociais de convivência com o semiárido para criar o programa”, explica Alexandre. 

    “Recuperar o solo degradado é um caminho estratégico para garantir trabalho, emprego e renda, ao mesmo tempo em que promove um serviço que ajuda a humanidade a enfrentar os desastres climáticos. É preciso olhar para a potência e a capacidade de resiliência desses territórios”, complementa.

    O pesquisador do Insa, Aldrin Martin Pérez-Marín, atesta a efetividade do recaatingamento. Ele diz que, mesmo antes do programa, a tecnologia social já produziu 36 mil hectares em conservação, 2 mil hectares em recuperação ativa, 15 sistemas de agrocaatinga, 31 planos de manejo implementados e mais de 280 enxames de abelhas nativas de volta à paisagem.

    “O manejo agrossilvipastoril da Caatinga consegue quadruplicar a oferta de forragem sem derrubar o bioma. Os sistemas agroflorestais elevaram a biomassa em torno de 85% e chegam a segurar 100 toneladas de solo por hectare a cada ano contra a erosão”, diz Aldrin. “A rotação de culturas e as barragens subterrâneas devolvem água, carbono e fertilidade a esse cofre subterrâneo”.

    Perspectivas e soluções

    A Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), formada por mais de 3 mil organizações da sociedade civil, atua há mais de 25 anos na promoção de soluções e tecnologias que ajudam as comunidades impactadas pela desertificação.

    Um dos principais exemplos de atuação da ASA é no desenvolvimento de programas de captação de água da chuva. Parte deles foca na construção de cisternas e pequenas barragens para garantir que famílias tenham acesso à água potável, além de garantir água para produção de alimentos e consumo dos animais.

    Cisterna construída com ajuda da ASA para garantir que famílias tenham acesso à água potável. Crédito: ASA / Divulgação

    Outras iniciativas são focadas no fortalecimento de sementes adaptadas ao clima da Caatinga e técnicas agrícolas que respeitam a biodiversidade do bioma.

    “Não vai ser helicóptero jogando sementes em um território desabitado que vai recuperar essa área. O combate à desertificação passa pela agricultura familiar, pela agroecologia e pelas pessoas vivendo e cuidando desses territórios”, diz Ivi Aliana, coordenadora do ASA.

    Cobertura da COP17

    A Agência Brasil vai acompanhar as duas semanas da COP17 da Desertificação diretamente da Mongólia. A viagem é uma parceria com a UNCCD, que selecionou seis repórteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir o evento.

    Nos próximos dias, a Agência Brasil publica uma série de matérias com informações sobre a conferência e como os temas debatidos nela afetam o Brasil.

    Paisagem campestre na Mongólia, sede da COP17 da Desertificação. Crédito: Divulgação UNCCD

    Compartilhe: o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Telegrama E-mail
    Rafael Cardoso - Reporter da Agencia Brasil

    Noticias Relacionadas

    Agosto Lilás: BC Digital ganha módulo com serviços de combate à violência contra a mulher

    15 de agosto de 2026

    Semana da Fotografia começa neste domingo em Balneário Camboriú com desafio na Praça da Bíblia

    15 de agosto de 2026

    Compositor de Itapema leva cultura popular catarinense ao Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

    15 de agosto de 2026

    Comentários estão fechados.

    Anunciantes
     
     
     
    As Mais Recentes

    Agosto Lilás: BC Digital ganha módulo com serviços de combate à violência contra a mulher

    15 de agosto de 2026

    Semana da Fotografia começa neste domingo em Balneário Camboriú com desafio na Praça da Bíblia

    15 de agosto de 2026

    Compositor de Itapema leva cultura popular catarinense ao Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

    15 de agosto de 2026

    GAECO cumpre prisão preventiva de enfermeiro em desdobramento da Operação Cura

    15 de agosto de 2026
    Noticias Mais Lidas
    Todas Noticias
    15 de agosto de 2026

    Agosto Lilás: BC Digital ganha módulo com serviços de combate à violência contra a mulher

    Fonte: Redacao15 de agosto de 2026

    Ferramenta reúne contatos da rede de proteção, teste informativo sobre a Lei Maria da Penha…

    Semana da Fotografia começa neste domingo em Balneário Camboriú com desafio na Praça da Bíblia

    15 de agosto de 2026

    Compositor de Itapema leva cultura popular catarinense ao Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

    15 de agosto de 2026

    GAECO cumpre prisão preventiva de enfermeiro em desdobramento da Operação Cura

    15 de agosto de 2026
    Nossas Redes Sociais
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    • WhatsApp
    • Telegram
    Anunciantes
     
     
     
    • Anuncie em nosso portal
    • WhatsApp : (00)-00000-0000
    • Celular : (00)-00000-0000

    Quem Somos

    Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

    Em caso de duvidas fale conosco.

    Email : seuemail@hotmail.com
    WhatsApp: (00)-12345-6789

    Facebook Twitter Youtube Instagram

    As Mais Vistas

    Cursos de formação cultural abrem 1,2 mil vagas gratuitas em SP

    11 de agosto de 2026

    Consulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábado

    24 de julho de 2026

    Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro

    10 de julho de 2026

    Mais Populares

    Fluminense demite técnico Zubeldia após 0 a 0 em casa na Libertadores

    13 de agosto de 2026

    INPC registra deflação em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses

    11 de agosto de 2026

    Tarifa dos EUA terá efeito limitado sobre etanol brasileiro

    22 de julho de 2026

    Portal News Word © 2022 Todos direitos reservados

    • Quem Somos
    • Contato
    • Quem Somos
    • Contato
    Quem Somos
    Quem Somos

    Your source for the lifestyle news. This demo is crafted specifically to exhibit the use of the theme as a lifestyle site. Visit our main page for more demos.

    We're accepting new partnerships right now.

    Email Us: info@example.com
    Contact: +1-320-0123-451

    As Mais Lidas

    Agosto Lilás: BC Digital ganha módulo com serviços de combate à violência contra a mulher

    15 de agosto de 2026

    Semana da Fotografia começa neste domingo em Balneário Camboriú com desafio na Praça da Bíblia

    15 de agosto de 2026

    Compositor de Itapema leva cultura popular catarinense ao Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

    15 de agosto de 2026
    Mais populares

    Agosto Lilás: BC Digital ganha módulo com serviços de combate à violência contra a mulher

    15 de agosto de 2026

    Semana da Fotografia começa neste domingo em Balneário Camboriú com desafio na Praça da Bíblia

    15 de agosto de 2026

    Compositor de Itapema leva cultura popular catarinense ao Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

    15 de agosto de 2026
    o Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    Portal News Trend -COD-8083 © 2026 Todos direitos reservados

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.